Campanha pelo uso correto de medicamentos movimenta Praça General Valadão
O objetivo da Campanha é orientar os aracajuanos sobre o uso correto de medicamentos. A ação, apoiada em Sergipe pela Covisa, acontece simultaneamente em todo o país, conforme orientação da Executiva Nacional dos Estudantes de Farmácia (Enefa).
A movimentação registrada nesta manhã (05) na Praça General Valadão, no centro da capital, foi feita para divulgar a campanha nacional pelo uso correto de medicamentos.
A ação, apoiada em Sergipe pela Coordenação Estadual de Vigilância Sanitária (Covisa), acontece simultaneamente em todo o país, conforme orientação da Executiva Nacional dos Estudantes de Farmácia (Enefa). "Ela vem sendo trabalhada há alguns anos e já ficou conhecida como Campanha 5 de maio", informou Dalmare Anderson, aluno do 5º período de Farmácia da Universidade Federal de Sergipe (UFS). O centro acadêmico (CA) do qual faz parte e o CA da Universidade Tiradentes (Unit) são os responsáveis pelas atividades em âmbito estadual.
"Este ano, decidimos tratar o tema de forma descontraída com a apresentação de peças teatrais, além das palestras e das tendas que expõem materiais para esclarecimento da população", explicou Dalmare. E foi na tenda ‘O farmacêutico responde` que Cenira Cruz tirou as dúvidas acumuladas há um bom tempo sobre o uso de remédio em cápsulas. "Nada de tomar esse tipo de comprimido sem água, pois se corre o risco da cápsula ficar na traquéia [parte do aparelho respiratório por onde o ar entra e sai]", aprendeu a coreógrafa.
As atividades na Praça General Valadão incluem ainda a aferição da pressão arterial e a realização de testes de glicemia, ofertados a qualquer pessoa que manifeste interesse em saber se tem hipertensão ou verificar a sua taxa de açúcar no sangue. "É um dia de defesa pela saúde", frisou Dalmare, que vem participando da campanha anual desde que se tornou aluno de Farmácia. "O foco é a garantia de direitos da população no que se refere ao acesso a medicamentos", acrescentou o estudante da UFS.
Automedicação
Além de conscientizar a população sobre a necessidade de seguir corretamente as orientações sobre o uso de medicamentos, a campanha alerta para os riscos da automedicação. "Não é pequeno o número de pessoas que tomam remédios por conta própria e isso é extremamente perigoso para a saúde, pois a prescrição de um determinado medicamento exige a avaliação prévia do médico e a orientação do farmacêutico", destacou Antonio de Pádua Pereira Pombo, coordenador da Covisa.
Ele também alertou para a necessidade da presença constante de um farmacêutico em todas as farmácias. "As pessoas precisam estar cientes dessa exigência legal e aprender a cobrar dos estabelecimentos a presença desse profissional, pois só ele está autorizado por lei a orientar os consumidores quanto às receitas prescritas pelos médicos", ressaltou Pádua.
Segundo ele, no Brasil - de modo geral - é comum a existência de uma prática chamada de ‘empurroterapia`, na qual os balconistas de farmácias, focados na questão do lucro, tentam vender, muitas vezes, medicamentos errados e sem necessidade para os clientes. "Há situações, por exemplo, em que a pessoa é induzida a receber analgésicos como troco de uma determinada compra", citou o estudante Dalmare Anderson.
Orientações
Os panfletos distribuídos pelos estudantes de Farmácia durante a campanha trazem algumas orientações para evitar o uso incorreto dos medicamentos. É recomendado, por exemplo, que a pessoa não tome remédios receitados para amigos ou familiares; informe aos médicos ou farmacêuticos qualquer reação indesejável provocada pelos remédios; consulte o farmacêutico sobre o uso, horário, ingestão de alimentos e bebidas alcoólicas quando estiver tomando remédio; evite cortar comprimidos e abrir cápsulas; e tenha cuidado com a validade e o armazenamento dos remédios.
