"Não existe necessidade de pânico", diz secretário
A gripe suína, doença que vem preocupando o mundo por conta da possibilidade de se tornar uma pandemia, também coloca Sergipe em alerta, embora o estado não receba vôos internacionais diretos. Porém, não existe a necessidade de pânico entre a população, uma vez que não se comprovou a circulação do vírus no país.
"Neste momento é preciso cautela. A suspeita de casos em nossa região não é sintomática, mas sim epidemiológica", ressaltou o secretário de Estado da Saúde, Rogério Carvalho, durante entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira, 30.
Rogério em coletiva (Foto:Douglas Magalhães)
Na ocasião, Rogério explicou que os sintomas da influenza suína são semelhantes aos de uma gripe comum e, por isso, podem ser confundidos. "O que vai levantar a suspeita de que a pessoa com febre alta, tosse, dores de cabeça e no corpo contraiu o vírus é a sua procedência, ou seja, se ela veio de países afetados pela doença ou se teve contato com alguém no Brasil possivelmente afetado pela influenza suína. Quando não identificada essas duas situações, a suspeita é descartada e o paciente pode ser tratado em qualquer unidade de saúde", explicou.
Rogério em coletiva (Foto:Douglas Magalhaes)
Assistência
De acordo com o secretário, seguindo a recomendação do Ministério da Saúde, algumas medidas na área da assistência estão sendo tomadas. Após algumas reuniões ocorridas no decorrer desta semana sob a coordenação da Vigilância Epidemiológica da SES, ficou definido que a unidade referência para a internação de pacientes suspeitos e coleta de amostras para exames será o Hospital de Urgência de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse).
No local, uma enfermaria foi reservada para a criação de quatro leitos de isolamento. "O número é suficiente para a situação atual. A ampliação dependerá do comportamento da doença no mundo e em nossa região", justificou Rogério Carvalho, acrescentando que os profissionais de saúde que trabalharão diretamente com os possíveis casos da gripe suína na unidade já estão sendo orientados sobre o protocolo a ser seguido no tratamento dos pacientes.
As amostras coletadas para os exames serão enviadas ao Departamento de Virologia da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. O laboratório é a referência para Sergipe na identificação desse tipo de vírus. "Essa é a recomendação do Ministério da Saúde, por se tratar de um vírus novo, pouco conhecido no país. É uma questão de segurança biológica e não de capacidade técnica do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen)", garantiu o infectologista Marco Aurélio Góis, gerente de Doenças e Agravos Transmissíveis da SES.
Também ficou pactuado que a remoção dos pacientes para a unidade referência será feita pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192). Na capital, incluindo o aeroporto, o Samu Aracaju será responsável pelas remoções. Nas demais localidades do território sergipano, incluindo o porto, as transferências ficarão a cargo do Samu estadual. Os profissionais da área pré-hospitalar do município e do Estado também já estão recebendo as orientações para os cuidados necessários durante a remoção do paciente suspeito.
