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Sergipe

Mobilização não tem o apoio de todos os prefeitos sergipanos

Prefeito da Barra dos Coqueiros, Gilson dos Anjos fecha a porta da prefeitura em adesão ao protesto contra redução de fonte de recursos (Douglas Magalhães)

A paralisação de advertência de 24 horas dos prefeitos, que está sendo realizada hoje (29) em Sergipe, não teve a adesão de todos os administradores municipais. As prefeituras de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e Porto da Folha, por exemplo, estão fora da mobilização.

"Não vejo razão para chegar ao ponto de fechar as portas da Prefeitura. Estamos trabalhando no limite por falta de verbas, mas se cruzarmos os braços será ainda pior", enfatiza o prefeito de Porto da Folha, Manoel Gomes de Freitas. O prefeito de Nossa Senhora do Socorro, Fábio Henrique também não aderiu à mobilização. "O prefeito concorda que todos os administradores estão passando por dificuldades, devido à crise econômica, mas acredita que fechar as portas não é a saída", disse André Carvalho, secretário de Comunicação da Prefeitura de Socorro.

Sem verbas

Os prefeitos cruzaram os braços hoje em protesto a redução expressiva das fontes de recursos financeiros. "Os municípios estão cada vez mais pobres e com menos condições de investimentos. A arrecadação caiu, enquanto isso as despesas aumentaram", disse o prefeito de Itaporanga D`Ajuda, César Mandarino ao acrescentar que em setembro de 2008 a abril de 2009 somente em royalties houve uma perda mensal superior a R$ 1.2 milhão.

De acordo com Ricardo Roriz, presidente da Associação das Prefeituras do Baixo São Francisco houve queda do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e da CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), aumento das dívidas com o INSS, baixo valor dos repasses para programas sociais executados pelos municípios, transporte escolar, segurança pública, redistribuição do ICMS, entre outros.

Estudo realizado pela Confederação Nacional dos Municípios mostra que Sergipe foi o quinto Estado com maior queda nas receitas do FPM. "A redução foi de 16,5%, mas há prefeituras que já calculam uma perda de 30% nos primeiros três meses do ano. Há casos de municípios que não ficaram com um real na conta do FPM em março", adverte Ricardo Roriz, que administra o município de Santana do São Francisco.