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Sergipe

80% dos casos de suicídio em Aracaju são por ingestão de ‘chumbinho’

As pessoas mais afetadas pelos riscos que envolvem o manuseio do veneno ilegal são as crianças (Divulgação)

Mais de 80% das tentativas de suicídio em Aracaju são causadas pela ingestão de ‘chumbinho`. Pesquisas indicam que um único grama do veneno pode matar uma pessoa de até 60 quilos. Os dados são da Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde.

As pessoas mais afetadas pelos riscos que envolvem o manuseio do veneno ilegal são as crianças. "Geralmente, elas ingerem o falso raticida quando o veneno é colocado em pedaços de comida, espalhados pelos cantos da casa. Além disso, o produto tem formato semelhante a uma bala, o que pode ser bastante atrativo", divulga o coordenador da Vigilância Sanitária, Francisco Anderson (SMS).

Cartilhas

Como auxílio às políticas públicas de combate ao uso desse produto, o órgão preparou uma cartilha educativa, com informações sobre os riscos que envolvem o manuseio da mercadoria. Encontrado principalmente na forma de grãos cinza-chumbo, o veneno é considerado ilegal, devido às formas clandestinas de produção e comercialização.

"O folder que preparamos será distribuído nos principais pontos de comercialização do popular ‘chumbinho`, como as feiras livres e os mercados centrais da cidade. Nele, a população vai encontrar informações sobre os perigos de se adquirir o veneno", explica Francisco Nóbrega.

O coordenador da Vigilância Sanitária enfatiza que o papel de fiscalização não compete ao órgão da Secretaria de Saúde. "Muitos pensam que nós temos a obrigação de fiscalizar a comercialização do ‘chumbinho`. Mas não é bem assim, nós temos o papel de conscientizar a população. Quem fiscaliza e pune são os órgãos de segurança pública. Nós podemos até acompanhar alguma atividade de fiscalização, mas só atuamos de forma educativa", afirma.

Assistência

Em caso de intoxicação, o ideal é que as pessoas liguem para o Disque-Intoxicação, através do número 0800-722-6001. A ligação é gratuita em todo o território nacional e o cidadão é orientado por um profissional de saúde especializado.