Venâncio cobra posição da OAB sobre exclusão do Conselho
Para Venâncio, a atitude revela um caráter de perseguição contra o advogado Franklin Ribeiro que denunciou superfaturamento na compra da merenda escolar no atual governo.
O líder da bancada de oposição na Assembléia Legislativa, deputado estadual Venâncio Fonseca (PP) cobrou hoje (23), da Ordem dos Advogados do Brasil em Sergipe (OAB-SE) explicações sobre a retirada, por parte do governo, do representante da Ordem no Conselho de Alimentação Escolar da Secretaria estadual da Educação.
O fato aconteceu há um mês e, segundo o deputado, "é estranho o silêncio da OAB. Há 14 anos, a entidade tinha representação no Conselho e estranhamento, de uma hora para outra, é excluída. É preciso uma explicação", disse Fonseca, ao lembrar que o advogado Franklin Magalhães Ribeiro - que representava a OAB - foi o responsável por denúncias graves.
"Foi ele quem denunciou a questão do desvio de carnes da merenda escolar no governo de João Alves Filho, e no atual governo, ele também denunciou a compra de merenda escolar superfaturada, onde o governo pagava antecipado por algo que não havia chegado ainda", lembrou.
Para Fonseca, Franklin foi excluído, justamente no governo "do PT e da mudança. No governo passado, a denúncia dele não gerou nenhuma perseguição ao seu trabalho. O doutor Franklin, também, nunca poderia imaginar que seria colocado para trás, agora", disse, ao citar que o Conselho marcou uma reunião para às 16 horas, e decidiu antecipar as decisões duas horas antes. "Quando o representante da OAB chegou, já tinha sido excluído e a reunião encerrada há tempo", disse, ressaltando que "é assim que o PT age com quem o denuncia".
Para ele, a atitude do Conselho foi intencional e ocorreu em retaliação as denúncias feitas pelo advogado contra o governo. "O pior é que ninguém sabe o resultado do tal inquérito administrativo aberto pela Secretaria de Educação com o objetivo de apurar tais irregularidades denunciadas. Tudo está sendo jogado para embaixo do tapete vermelho. Para mim ficou claro que esta eleição foi viciada, cheia de maracutaia e que soa como uma verdadeira esculhambação. Se brincar, até o caso Juquinha do PT pode ter relações com isso, mas o governo não quer a apuração".
