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Sergipe

População aracajuana sofre com paralisação de atividades

Devido a greve dos servidores da Saúde, atendimento nas unidades é feito de forma precária (Douglas Magalhães)

Quem procura os postos de saúde de Aracaju, em busca de assistência médica tem encontrado dificuldades para o atendimento. Nas unidades há médicos, mas não há pessoal de apoio, o que tem inviabilizado o encaminhamento para exames e o despacho de receituários. A situação é causada pela greve dos enfermeiros que estão de braços cruzados desde o dia 02 deste mês. A paralisação ganhou força com a adesão dos servidores da Saúde que aderiram ao movimento quatro dias depois.

Com problemas cardíacos, a dona de casa, Maria Lúcia de Oliveira Santana, 69 anos, afirma que há 15 dias vem tentando fazer alguns exames passados pelo médico. "Não tenho dinheiro para fazer particular. Não tenho outra saída a não ser esperar o fim da mobilização e rezar para que o meu problema não se agrave", disse ela.

Servidores querem a intermediação do Ministério Público nas negociações salariais (Douglas Magalhães)

O presidente do Sindicato dos Médicos de Sergipe, José Menezes, afirma que os médicos estão em seus devidos postos de trabalho, mas que o atendimento a população é prejudicado porque não há pessoal de apoio. "Os médicos pedem os exames, mas não há profissional para encaminhar o procedimento. Passam à receita, mas não há servidor para providenciar o despacho", explica o sindicalista.

Manifestos

Hoje (22) o manifesto dos grevistas está centralizado em frente ao Hospital ‘Nestor Piva` na Avenida Maranhão, zona norte da cidade. Munidos de faixas e cartazes, os servidores reivindicam melhores condições de trabalho e reforçam o repúdio da categoria diante do reajuste salarial de 1% concedido pelo prefeito, Edvaldo Nogueira e aprovado por 14 vereadores.

O presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sintasa), Augusto Couto afirma que não há previsão de retorno ao trabalho. "Não houve avanço nas negociações e a Prefeitura não tem demonstrado interesse em discutir o problema", afirma o sindicalista ao acrescentar que o Sintasa vai recorrer ao Ministério Público para intermediar as negociações salariais junto ao governo municipal.