Sergipe aumenta em 426% o número de pistolas adquiridas por ano
A confiança de qualquer profissional em seu equipamento de trabalho é fundamental para que ele possa desempenhar bem o seu papel. Pensando nisso, o Governo de Sergipe investiu R$ 4,5 milhões na compra de novas armas, coletes, algemas e munições para a Polícia Militar e Polícia Civil nos últimos dois anos. Somente em pistolas, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) comprou uma média de 1.037 pistolas por ano desde janeiro de 2007, índice 426% maior que a média dos 10 anos anteriores, quando licitou-se algo em torno de 243 pistolas por ano.
Além das 2.074 pistolas, a modernização do arsenal na administração do governador Marcelo Déda inclui ainda 300 submetralhadoras, 150 carabinas e 22 fuzis, sendo dois para tiros de alta precisão a longas distâncias. A carga tem também 170 mil munições dos calibres .40, .30 e 5.56, .38 e 9mm, além de 60 mil espoletas para recarregar munições. "Esse material bélico reforçou a capacidade de reação da policia contra o infrator, seja no trabalho preventivo ou reativo", explica o secretário de Segurança Pública, Kércio Pinto.
armas (Lúcio Telles)
A aquisição de novas armas mostra um processo de valorização histórico da segurança pública no Estado. No início de 2007, quando assuimiu a Segurança Pública, o secretário Kércio Pinto conferiu pessoalmente a quantidade e qualidade das armas à disposição dos policiais civis e militares. "Encontramos muitas armas antigas e sem condições de uso, além de desorganização do nosso material. Por isso, criamos à época o Departamento de Fiscalização de Armas e Explosivos [DFAE] para sistematizar nosso arsenal", lembra.
Segundo o diretor do DFAE, delegado Jocélio Fróes, a criação do órgão deu mais agilidade administrativa à secretaria. "A SSP era impedida de comprar armamentos devido à falta de atualização do plano de dotação do material bélico. Todo o armamento utilizado pela Polícia Civil, por exemplo, tinha que ser obtido pela Polícia Militar, que possui vinculação histórica e legal com o Exército. Para resolver o problema, foi criado o DFAE, órgão responsável por controlar, comprar e distribuir materiais bélicos à polícia", define Fróes.
Pistolas não-letais
No último dia 8 de abril, durante inauguração do Ciosp 190, o governador Marcelo Déda e o ministro da Justiça, Tarso Genro, entregaram à Segurança Pública 70 pistolas Taser, sendo 45 para a Polícia Militar e 25 para a Polícia Civil, além de outras 30 destinadas à Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Sejuc) para serem utilizadas no Departamento do Sistema Penitenciário. Os equipamentos são armas não-letais que imobilizam em um período de três segundos o corpo atingido.
Ao invés da munição de metal, que dilacera e pode matar, a nova pistola entregue pelo Ministério da Justiça lança a uma distância de cinco metros dardos ligados por fios à bateria da arma, que emite corrente elétrica numa voltagem de 20 mil volts. A descarga é capaz de imobilizar a pessoa atingida sem matá-la. Com isso, a polícia sergipana está seguindo orientação da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) de proteção da integridade da vida.
Valorização
A renovação do material bélico garante ao policial a posse de armamento moderno, aumentando a sua segurança pessoal e inibindo a ação de grupos criminosos. O investimento total nesse quesito foi de R$ 4,5 milhões. E para garantir o uso adequado do material, a PM está realizando um treinamento de tiro nas unidades da capital e do interior para ensinar a tropa a manusear os novos armamentos. A idéia é que os soldados tenham mais segurança e também transmitam segurança à população.
Na Polícia Civil, todos os servidores agora têm o direito de ter uma arma em seu nome e recebem, a cada seis meses, munições para que possam realizar treinamentos constantes. Em 2007, apenas alguns poucos policiais civis tinham armamento e munições acauteladas, o que representava efetivo risco para a atividade profissional. Também foram comprados pela atual administração 540 algemas de aço e 500 descartáveis e 1.379 coletes à prova de bala para as duas corporações.
Fonte:ASN
