Gilmar deixa a Assembleia e volta à condição de suplente
Parlamentar diz que deixa o Parlamento satisfeito, particularmente com os avanços nas negociações entre representantes do governo e policiais militares, que reivindicam redução na carga horária e melhores salários.
Depois de quase dois anos, o deputado estadual Gilmar Carvalho (PSB) se despediu nesta sexta-feira (17) da Assembleia Legislativa, onde ficou por mais de um ano, enquanto a deputada estadual Ana Lúcia Menezes (PT) esteve à frente da Secretaria estadual de Inclusão Social (Seids). Agora, até segunda ordem do governador Marcelo Déda (PT), ele volta à condição de suplente porque Ana Lúcia retoma o seu mandato, a partir de quarta-feira (22).
Em discurso na Assembleia, Gilmar disse que sai com a certeza do dever cumprido. Também aproveitou para destacar alguns avanços apresentados pelo atual governo, entre os quais, a negociação com os policiais militares. "Estou satisfeito com a reunião alvissareira ocorrida entre os líderes do movimento e os representantes do governo, onde se procurou avançar", afirmou o parlamentar.
Ele destacou a questão da carga horária dos militares, que no seu entendimento é desumana, mas histórica. "Há policiais trabalhando 56 horas por semana. O correto é que se trabalhe 40 horas", disse o deputado socialista, que pode retornar ao Parlamento, caso o governador decida indicar um deputado da bancada para o lugar deixado por Sana Lúcia, na Secretaria.
Gilmar também pediu que o governador Marcelo Déda atenda a um pleito antigo da categoria, que se refere à inserção da Lei de Organização Básica (LOB). "São duas reivindicações justíssimas da PM. A LOB dos policiais militares será uma conquista histórica que marcará esse governo como o melhor da história da Polícia Militar. E a questão da carga horário ", afirmou.
