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Sergipe

Presidente da Azaléia anuncia aumento de investimentos em Sergipe

Durante um encontro mantido no início da noite desta terça-feira, 14, o governador Marcelo Déda ouviu do presidente da Azaléia, Milton Cardoso, que a empresa, uma dos maiores fabricantes de calçados do país, tem planos para ampliar uma de suas plantas industriais no Estado de Sergipe, aumentando a geração de tributos e, sobretudo, promovendo a criação de dois mil novos postos de trabalho. Cardoso destacou a nova estratégia de atuação da empresa, a partir de sua aquisição pela Vulcabrás.

De imediato, o governador determinou ao secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Jorge Santana, que seja deflagrado o processo de negociação com a empresa que solicitou um novo galpão na planta situada no povoado Brasília, município de Lagarto, entre outras medidas em outras áreas onde a empresa atua. A Azaléia mantém fábricas atualmente nos municípios de Carira, Frei Paulo, Lagarto e Ribeirópolis.

Segundo Milton Cardoso, o novo plano estratégico da empresa definiu Sergipe como o principal pólo de fabricação de calçados femininos do grupo. "Estamos falando de uma empresa que é a maior do país, com aproximadamente 35 mil empregados distribuídos em vários estados, sobretudo, na regiãoNordeste", evidenciou o presidente. Ainda de acordo com o ele, a ampliação da planta industrial sergipana se deu a partir de meados de 2007, quando a Vulcabrás adquiriu a Azaléia, aumentando de 1,6 mil para 2,3 mil o número de empregados.

Concorrência

Na reunião, Milton Cardoso, que também é o presidente da Associação Brasileira da Indústria Calçadista, externou uma preocupação que vem ameaçando a expansão de negócios no país a partir da chamada ‘concorrência desleal` com os calçados oriundos da China. "Estes produtos estão prejudicando por demais a indústria brasileira e necessitam de uma medida legal do Governo Federal impondo tarifas para evitar a prática de ‘dumping`, que é a redução do preço dos calçados promovendo uma competição desleal com o produto brasileiro. Isto está em análise no Ministério do Desenvolvimento e eu vim pedir o apoio do governador, o que ele de pronto garantiu", afirmou o presidente.

Segundo o governador Marcelo Déda, ninguém está pedindo medidas protecionistas. O que se quer é evitar práticas desleais de competição no mercado brasileiro. "Isto provoca a perda de postos de trabalho no país, sobretudo no Nordeste, gerando a criação destes postos de trabalho no exterior. Isto não interessa a nenhum dos governadores da região", afirmou Déda, referindo-se à iniciativa do presidente da Azaléia em buscar o apoio de todos os governadores nordestinos para a questão.

Ampliação

Em relação aos propósitos de expansão da empresa em Sergipe, o governador adiantou que já foi acertada a construção de mais um galpão na unidade situada no povoado Brasília, em Lagarto, a partir do início imediato das negociações para a edificação da nova unidade. "Isto significa a geração de novos postos de trabalho no município de Lagarto. Com isso, a região centro-sul ganha mais empregos. Com a ampliação da fábrica da Dakota, em Simão Dias, e a perspectiva de ampliação da Azaléia em Lagarto, a região, ao lado do agreste sergipano, passa a consolidar-se como pólo calçadista, interiorizando o desenvolvimento, gerando empregos e a criação de oportunidades para a juventude do interior sergipano", avaliou o governador.

Oportunidade

O governador também foi enfático ao destacar o empenho da administração em ampliar contatos com empresários e investidores, além de promover uma divulgação maciça das oportunidades oferecidas pelo Estado de Sergipe a quem deseja investir ou ampliar seus negócios. "Na hora da crise, nós precisamos ser criativos e trabalhadores. O Estado de Sergipe não aceita a crise como um fato consumado, mas como uma realidade negativa que precisa ser superada com trabalho, dedicação e fé na capacidade produtiva do nosso povo", afirmou o governador.

"Nesse sentido, o Governo não reduziu, pelo contrário, ampliou os seus contatos com empresários, mostrando que é justamente nesses momentos de crise que surgem as grandes oportunidades. E a nossa tese é de que Sergipe representa hoje uma grande oportunidade para a indústria brasileira e para os empreendedores que queiram ser nossos parceiros na busca do desenvolvimento econômico e social da nossa terra", concluiu Déda.

Além do presidente da Azaléia e do secretário Jorge Santana, a reunião também contou com a participação do gerente- Geral da Azaléia em Sergipe, Adriano Pire