Professores não descartam nova paralisação
Os professores da rede estadual de ensino continuam aguardando um posicionamento do governo sobre a implantação do piso salarial do magistério. A categoria que voltou ao trabalho no dia 23 do mês passado, após 14 dias de greve, não descarta a possibilidade de uma nova paralisação.
Na tarde de hoje (14) os professores vão se reunir em assembléia no Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe para discutir a possibilidade de uma nova greve e a adesão da greve nacional dos trabalhadores em educação que está agendada para o próximo dia 24.
"É uma paralisação de advertência de 24 horas para exigir o imediato cumprimento da lei 11.738, sancionada em julho de 2008 pelo Presidente Lula e que está em vigor desde janeiro deste ano, ou seja, o piso nacional da categoria, que corresponde a R$ 950", explica o diretor de comunicação do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Sergipe (Sintese), Roberto Silva Santos.
O que o Sintese alega é que, desde janeiro, o Estado deveria ter pago, pelo menos, R$ 775 aos professores com nível médio. "Todavia, na forma adotada pelo governo, o valor do vencimento básico, ou piso, continuou R$ 425. Isso significa que os professores estão com um salário básico menor que o salário mínimo, cujo valor é R$ 465", esclarece o sindicalista.
