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Sergipe

Greve dos agentes de saúde é discutida pela SMS

O encontro serviu para que a SMS e o sindicato da categoria pudessem levar ao conhecimento do Ministério Público (MP) esclarecimentos acerca das circunstâncias envolvidas na paralisação da classe.

Representantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) estiveram reunidos com Agentes Comunitários de Aracaju durante audiência com a promotora de Justiça dos Direitos à Saúde, Miriam Teresa Cardoso Machado. O encontro serviu para que a SMS e o sindicato da categoria pudessem levar ao conhecimento do Ministério Público (MP) esclarecimentos acerca das circunstâncias envolvidas na paralisação da classe.

A promotora afirmou que o MP ratifica as informações sobre a pauta de reivindicações da categoria, porém julga que este não é o momento apropriado para deflagrar uma greve. "Entendo que a greve é um direito constitucional, mas avalio que este não seja um momento favorável, visto que estamos em plena campanha de mobilização contra a dengue", declarou a promotora.


Desde outubro do ano passado, os agentes de saúde de Aracaju estão em processo de efetivação. Até agora 653 agentes já foram efetivados e recebem um salário base de R$ 465. Durante a audiência no MP, o Sindicato dos Agentes Comunitários reivindicou o pagamento do valor de R$ 581 que, para a categoria, seria referente à aplicação da Portaria 1234/2008 a título de incentivo financeiro.


De acordo com a coordenadora da Rede de Atenção Básica do município (REAB), Yara Vasconcelos, o valor a ser pago por determinação dessa Portaria é destinado para circunstâncias de desprecarização dos Agentes Comunitários, o que não corresponde a situação atual desses agentes.
"O repasse dessa Portaria está sendo aplicado no pagamento de salário desses servidores e também nos encargos financeiros envolvidos nesse processo", afirmou Yara, reiterando que mesmo antes de serem efetivados, os agentes comunitários já tinham benefícios como férias, pagamento de 13º salário e licença maternidade. "Portanto nunca estiveram em condições de precariedade", informou a coordenadora.


Ao final da audiência, a promotora de Justiça Miriam Machado comunicou que o Mistério Público do Estado de Sergipe entrará em contato com o Ministério da Saúde a fim de pedir esclarecimentos com relação ao verdadeiro motivo do artigo 1º da Portaria 1234/2008, questionando como deve ser feito o pagamento do valor mencionado por essa portaria.

Fonte:AAN