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Brasil

Impostos de produtos típicos do carnaval chegam a 54,8%

Contando os dias para sair do escritório e se entregar à folia? Pois bem, de acordo com dados levantados pelo IBPT* (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário), o Carnaval poderia ser bem mais barato, não fosse a alta incidência de tributos. No preço da fantasia, por exemplo, 36,41% equivalem a impostos e contribuições.

Mas a carga tributária pode ser ainda maior, se considerarmos a que está embutida em uma latinha de cerveja. Do preço final do produto, 54,80% são tributos.

Segundo o instituto, entre os principais tributos que oneram o preço final dos produtos e serviços, está o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), cujas alíquotas variam conforme o Estado e o produto ou serviço, ficando entre 17% e 30%. Além do imposto estadual, há ainda as contribuições federais ao PIS (Programa de Integração Social), com alíquota nominal de 1,65%, incidente sobre o faturamento das empresas, à Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social), que também incide sobre o faturamento das empresas, com uma alíquota de 7,6%, e o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), que pode ter alíquotas entre 2% e 330%.

"O governo federal, para atacar os reflexos da crise mundial, procurou direcionar a sua política de desoneração para itens que teriam maior repercussão na economia brasileira, deixando de fora os produtos considerados supérfluos, como os consumidos no Carnaval", explica o presidente do IBPT, João Eloi Olenike.

Carga varia

Dependendo do produto escolhido a carga tributária pode ser maior ou menor. Dentre os produtos carnavalescos pesquisados pela entidade, a fantasia feita com arame é a que detém menor percentual de tributos, cerca de 33,91%.

Já a cerveja em garrafa divide com a cerveja em lata o primeiro lugar do ranking, com a composição de 54,80% de tributos no preço de cada uma.

Fonte: Infomoney