Comunidade brasileira é atacada no Suriname, diz embaixador
Um ataque a cerca de 80 brasileiros na cidade de Albina, no Suriname, deixou 14 pessoas feridas - sendo sete em estado grave -, segundo informações do embaixador brasileiro no Suriname, José Luiz Machado e Costa.
O diplomata afirmou inicialmente que uma mulher grávida estaria morta, mas a embaixada voltou atrás no começo desta tarde e não confirmou vítimas fatais no ataque.
O tumulto aconteceu na sexta-feira (25) e foi provocado pela morte na quinta-feira de um residente esfaqueado por um suspeito brasileiro, agora em custódia, disse o ministro da Justiça e da Polícia local, Chandrikapersad Santokhi.
Ele afirmou em entrevista à imprensa que, após atacar os brasileiros, entre 100 e 500 pessoas saquearam um shopping center e outras lojas, mas que o tumulto já está controlado.
Albina, uma cidade com cerca de 5.000 moradores, é o principal ponto de cruzamento do Suriname para a Guiana Francesa. Os brasileiros que vivem em Albina trabalham, principalmente, no garimpo de ouro e estavam acampados à beira de um rio. Essa atividade gera tensão entre brasileiro e surinameses, incluindo ameríndios, que enfrentam uma alta taxa de desemprego, e também quilombolas, chamados de "marrons", segundo Machado e Costa, que dominam politicamente a região fronteiriça.
Segundo o embaixador, os brasileiros que estavam na região foram levados pelas autoridades do Suriname para a capital Paramaribo, que fica a 150 quilômetros do local do conflito. Ainda não há uma lista oficial com os feridos porque muitos dos brasileiros que moram no local são clandestinos na ex-colônia holandesa na América do Sul.
Segundo o diplomata, os brasileiros estão agora hospedados em dois hotéis na capital surinamesa, fora os sete hospitalizados. O governo brasileiro estuda enviar um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) para Paramaribo para levar remédios e alimentos.
Com informações do UOL/ agência Reuters
