Governador do DF é pego no grampo da Polícia Federal
A Polícia Federal se comprometeu a zelar pela integridade física do ex-secretário de Relações Institucionais do governo do Distrito Federal Durval Barbosa Rodrigues. De acordo com o inquérito 650 do MPF (Ministério Público Federal), se o ex-secretário - exonerado ontem (27) depois que a polícia deu início à Operação Pandora cumprimendo mandados de busca em gabinetes e escritórios de integrantes do GDF - coloaborasse com a investigação receberia proteção policial.
De acordo com a PF, as informações colhidas pelos investigadores e os dados passados por Rodrigues indicam que havia uma "quadrilha entranhada no governo do Distrito Federal".
Com a colaboração de Rodrigues, a PF instalou equipamento de escuta no gabinete do ex-secretário para comprovar se as denúncias feitas por ele eram verdadeiras. Ele também levou para a polícia dinheiro que seria pago como propina para que as notas fossem marcadas e a PF pudesse seguir o caminho das cédulas. A seguir, leia trechos das conversas gravadas:
(Arruda conversa com Rodrigues sobre suposta distribuição de propina)
ARRUDA - Deixa eu te perguntar uma coisa, somando as quatro aqui quanto foi pago?
RODRIGUES - Foi pago quinze bruto, do Gilberto foi pago doze. Foi sessenta para o Valente (secretário de Educação).
ARRUDA - Deixa eu te perguntar, desse valor aqui, novecentos e noventa e quatro, você já pegou sua parte?
(Arruda em outro trecho fala sobre suposto esquema de tráfico de influência com o Judiciário)
RODRIGUES - Se fosse no Tribunal de Contas tava...
ARRUDA - absolvido.
RODRIGUES - Cê tava absolvido.
ARRUDA - É, acho que com o presidente do tribunal vai ter que ser eu mesmo, porque não se dá muito bem com o Paulo (Paulo Octavio, vice-governador), mas tem amizade pessoal comigo.
