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Brasil

Pitta travou disputa com ex-mulher antes de morrer

Meses antes de sua morte, o ex-prefeito Celso Pitta, morto na noite desta sexta-feira (20), cumpriu prisão domiciliar devido ao não pagamento de pensão à ex-mulher, Nicéia Pitta. Ao longo dos anos, ele travava uma verdadeira batalha nos tribunais.

Em abril deste ano ele chegou a ser condenado à prisão pela 5ª Vara da Família do TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo. A ordem foi revertida pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) dias depois.

Os advogados de defesa dele à época explicaram que o valor mensal devido à ex-mulher saltou de R$ 5.000 para R$ 20.000.

Como ele não tinha condições financeiras para pagar esse montante, um pedido de revisão foi feito ao Tribunal de Justiça, segundo disseram seus defensores à época. Enquanto o pedido era analisado, Nicéia pediu a prisão dele pelo pagamento da diferença
do valor, de cerca de R$ 155 mil.

Ao pedir a liberdade de Pitta no STJ, os advogados Marcel Leonardo Diniz e Remo Battaglia anexaram um laudo do hospital Sírio-Libanês. Este laudo atestava que Pitta era portador de um câncer no fígado - "adenocarcinoma metastásico de cólon para fígado". Além disso ele tinha mais de 60 anos, era portador de diabetes tipo 2 e fazia uso de medicamentos para controlar a doença.

O pedido para que ele cumprisse a pena em casa foi atendido para que ele pudesse fazer o tratamento no Sírio-Libanês. Se ficasse encarcerado ele não teria condições técnicas de continuar o tratamento de quimioterapia a que era submetido à época.