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Brasil

Alagoana está internada com suspeita de Doença da Vaca Louca

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) emitiu nota oficial, no início da tarde desta sexta-feira (20), informando que uma mulher, cujo nome e idade não foram revelados, encontra-se internada, no Hospital Universitário (HU), com suspeita de ter contraído a doença da Vaca Louca. Ela apresentou sintomas da doença Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) após realizar uma viagem para o exterior.

A doença causa desordem cerebral, decorrente, possivelmente, da ação de uma proteína infectante, que é denominada Prions e se caracteriza por ocasionar a morte das células cerebrais, formando, no cérebro da vítima, buracos parecidos com esponja.

De acordo com a nota oficial, emitida pela Sesau, ela foi atendida pelo médico neurologista Fernando Gameleira, que suspeitou da doença e solicitou que a equipe técnica do Laboratório Central de Alagoas (Lacen/AL) coletasse amostras de material biológico da paciente. Elas foram remetidas para exame comprobatório no Laboratório Adolf Lutz, em São Paulo, segundo evidenciou a cúpula da saúde alagoana, ao reforçar que "nada está comprovado e que trata-se, apenas, de uma suspeita".

A nota evidencia, ainda, que o caso está, "apenas, sob investigação", e que, por isso, "não há motivo para pânico, uma vez que a paciente esteve em viagem ao exterior e, portanto, sua contaminação deve ter ocorrido fora do Brasil". Diante desta realidade, as autoridades da saúde pública de Alagoas garantem que "não há a necessidade de se evitar o consumo de carne bovina e ovina, já que a doença nunca foi registrada no País".

Por fim, a Sesau reforça que "a contaminação da doença - que ainda não está confirmada na paciente -, acontece, apenas, por meio da ingestão de carne infectada e, não, em razão do contato direto com um possível paciente, vitimado pela EBB". A doença, aliás, foi descoberta em 1988 no Reino Unido e tem sido confundida, na maioria dos casos, com uma anomalia degenerativa, que apresenta os mesmos sintomas ocasionados pela proteína infectante Prions.


Fonte: Tudo na Hora (AL) com informações da Ascom-Sesau